O Governo Federal anunciou a ampliação das faixas de renda do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
A principal mudança é a elevação do limite de renda da modalidade voltada à classe média, que passa de R$ 12 mil para R$ 13 mil mensais. A proposta foi apresentada pelo Ministério das Cidades e formalizada em reunião do grupo técnico de apoio ao Conselho Curador do FGTS. Para entrar em vigor, as alterações ainda precisam de aprovação do Conselho.
Novos limites de renda
Pela proposta apresentada, os novos tetos de renda ficam definidos da seguinte forma:
Na Faixa 1, as moradias contam com subsídios diretos do governo, com recursos do Orçamento da União destinados ao Fundo de Arrendamento Residencial. Já nas Faixas 2, 3 e na modalidade classe média, os financiamentos utilizam recursos do FGTS e do Fundo Social do Pré-Sal, com taxas de juros abaixo das praticadas no mercado.
Teto dos imóveis também aumenta
Além da ampliação da renda, o governo propôs reajustar o valor máximo dos imóveis financiáveis dentro do programa:
A medida amplia o espaço para lançamentos de médio padrão dentro do programa, especialmente em capitais e regiões metropolitanas, onde os valores praticados costumam ser mais elevados.
Impactos para o mercado imobiliário
A atualização das faixas tende a aumentar o número de famílias elegíveis ao financiamento habitacional, estimulando a demanda e ampliando as oportunidades para incorporadoras, loteadoras e profissionais do setor.
Para os corretores de imóveis, a mudança representa um novo argumento comercial, já que clientes que anteriormente ficavam fora do limite de renda poderão agora se enquadrar nas condições do programa.
O CRECI-SC orienta que os profissionais acompanhem atentamente as regras atualizadas do programa e verifiquem o enquadramento correto de cada cliente, garantindo segurança na orientação e transparência na negociação.