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Leilões de imóveis crescem no Brasil: entenda o que está por trás dessa tendência e como orientar seus clientes com segurança

5 de Maio de 2025

Nos últimos anos, o mercado imobiliário brasileiro tem assistido a um crescimento expressivo no número de imóveis disponíveis em leilões. O que antes era uma prática pouco explorada pelo público em geral, hoje ganha cada vez mais visibilidade, com anúncios em plataformas digitais, redes sociais e nos sites das principais instituições financeiras do país.

O que explica esse aumento significativo?

Segundo dados da Caixa Econômica Federal, o número de imóveis em leilão saltou de aproximadamente 7.700 em 2022 para mais de 25.500 em 2024 — um crescimento de 228%. O principal fator por trás dessa expansão é o aumento da inadimplência nos financiamentos habitacionais, impulsionado pelas altas taxas de juros e pela instabilidade econômica vivida por muitas famílias brasileiras.

Para os corretores de imóveis, é fundamental compreender os motivos que levam um imóvel a leilão, os riscos envolvidos na aquisição e a melhor forma de orientar clientes interessados em aproveitar esse tipo de oportunidade.

Principais motivos que levam um imóvel a leilão

1. Inadimplência no financiamento imobiliário
Quando o comprador deixa de pagar as parcelas do financiamento, o banco — que permanece como proprietário do imóvel até a quitação total da dívida — pode retomar o bem e levá-lo a leilão.

2. Dívidas de IPTU
A falta de pagamento do IPTU pode levar à execução fiscal por parte das prefeituras. Caso o débito não seja regularizado, o imóvel pode ser leiloado para saldar a dívida tributária.

3. Inadimplência condominial
O não pagamento das cotas de condomínio pode resultar em ação judicial. Se o proprietário não quitar os débitos, o imóvel poderá ser leiloado, mesmo que seja o único bem da pessoa ou sua residência principal.

4. Decisões judiciais
Imóveis também podem ser penhorados e leiloados em razão de processos judiciais — como pensão alimentícia, partilhas ou dívidas diversas.
 

Riscos a serem considerados

Embora o leilão possa representar uma oportunidade de adquirir imóveis com valores abaixo do mercado, é essencial alertar seus clientes sobre os riscos envolvidos:

  • Imóvel ocupado: Muitos imóveis leiloados ainda estão ocupados, o que pode gerar custos e processos de desocupação.
     
  • Impossibilidade de vistoria prévia: Na maioria dos casos, não é permitido visitar o imóvel antes do leilão. Isso pode gerar surpresas com reformas ou problemas estruturais.
     
  • Despesas adicionais: É comum surgirem custos como ITBI, taxas cartorárias, dívidas de IPTU e condomínio, que devem ser considerados no planejamento financeiro.
     

Vale a pena investir em imóveis de leilão?

O leilão pode, sim, representar uma boa oportunidade — principalmente para investidores mais experientes, que analisam criteriosamente cada caso, conhecem os trâmites legais e possuem estrutura para lidar com eventuais pendências.

Para quem busca a casa própria sem conhecimento prévio, o ideal é buscar orientação especializada. E aí entra o papel do corretor de imóveis: orientar, esclarecer e garantir que o cliente esteja plenamente consciente de todas as etapas e riscos envolvidos.

O CRECI-SC reforça que a atuação do corretor de imóveis nesses casos é essencial para tornar o processo mais seguro, ético e transparente.

 

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